Você têm reconhecido seus limites?

Você tem se atentado para seus limites? Nas relações com a família, com o parceiro, com amigos, no trabalho, com você mesmo...

Em uma cultura onde a total disponibilidade e a produtividade são super valorizadas, bom mesmo é aquele que faz tudo, que ajuda todo mundo e que deixa suas vontades de lado para não correr o risco de aborrecer o outro.

Só que cada concessão é uma violência contra si mesmo, e você bem sabe.

E o corpo fala, e a gente mesmo fala, mas não se ouve. Falta de ar, palpitações, dores físicas, desmotivação, falta de interesse em coisas que antes eram importantes...

Estabelecer seus limites requer primeiramente sabedoria para reconhecê-los, e coragem e firmeza para lidar com suas possíveis consequências. 

Não é fácil. Não é fácil dizer não, não pegar aquele trabalho, dizer que não gostou como o outro te tratou.

Mas se anular também não é.

SOBRE RESPOSTAS FÁCEIS E QUESTIONAMENTOS.

Quando logamos em qualquer rede social ou até quando compartilhamos nossas angústias com algumas pessoas, somos bombardeados com diversas soluções óbvias e práticas para questões tão complexas e pessoais: 5 dicas para controlar sua ansiedade; melhore sua autoestima em 10 passos; autocuidado na prática, etc e etc. A gente reflete e até faz sentido, mas falta alguma coisa: aquelas respostas não são nossas (por mais bem intencionadas que sejam).

Já pensou se a busca por respostas e soluções rápidas está te afastando de um processo mais autêntico? E se sua busca fosse por perguntas, onde será que isso te levaria?

No mínimo, para mais perto de você.

Será que nossa subjetividade merece ser submetida?